“Eu me sinto um sobrevivente”, conta
aluno que conversou com atirador
Estudante diz que será muito difícil voltar à escola depois de tudo
Um estudante de 12 anos contou ao R7 como foram os momentos de tensão na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (7). O estudante conversou com o atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, e diz que não teve reação quando ouviu os tiros.
- Eu me sinto um sobrevivente. Meus pais agradecem a Deus por não ter acontecido nada comigo.Segundo o estudante, ele ficou ao lado do atirador e viu ele balear pelo menos sete colegas de classe. O aluno chegou a conversar com Wellington, que lhe garantiu que não o mataria.
O garoto revelou ainda que o atirador mirava principalmente as meninas para matar. Segundo o aluno, o assassino estava calmo e não aparentava nervosismo.
- Ele [atirador] saiu da classe pelo menos cinco vezes para recarregar a arma.
O aluno contou que os estudantes não tiveram coragem de fugir quando o atirador saía da classe.
- Vai ser muito ruim ter que voltar para escola com todas essas lembranças.
Professora diz que atirador não escolhia
vítimas em ataque à escola em Realengo
Leila Maria conta que ele pediu para dar uma palestra para os alunos
A professora Leila Maria conta que jamais vai esquecer a cena do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, disparando contra os alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (7). Ela diz que o homem só conseguiu entrar porque foi identificado como ex-aluno.
- Eu estava dando aula e ele pediu para dar uma palestra. Quando eu vi, ele já estava com dois revólveres na mão.
Depois disso, Leila, que trabalha na escola há 16 anos, diz que ele disparou contra as crianças. A professora lembra que o atirador tinha olhar perdido e, em nenhum momento, apontou a arma para ela.
- Foi angustiante demais, desesperador. Ele não mirava em ninguém.
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